quinta-feira, 7 de março de 2013

 
 
Faz hoje um ano que criei este Blog. Tem sido uma aventura maravilhosa. É certamente uma ocasião para celebrar e agradecer a todos os que por aqui passam. Depois de 34.000 visualizações e um coração cheio, resta-me um enorme
 
OBRIGADA
 
 

domingo, 3 de março de 2013

Acredita que podes voar

 

"Se acreditares que não podes fazer alguma coisa, provavelmente não vais ter oportunidade de saber, porque provavelmente não vais fazer. As crenças actuam na nossa vida como profecias auto-realizáveis"


 




“If I can see it, then I can do it. If I just believe it, there's nothing to it. I believe I can fly, I believe I can touch the sky. I think about it every night and day, spread my wings and fly away. I believe I can soar. I see me running through that open door. I believe I can fly, I believe I can fly, I believe I can fly”. (Se eu posso ver isso, então posso fazer isso. E se eu acreditar, nada me poderá impedir. Eu acredito que posso voar, eu acredito que posso tocar o céu. Penso nisto todos os dias e todas as noites, esticar as minhas asas e voar ... Eu acredito que eu posso elevar-me. Vejo-me a correr, atravessando uma porta aberta. Eu acredito que posso voar, eu acredito que posso voar, eu acredito que posso voar).

Nós somos o que acreditamos Ser! E podemos acreditar que podemos voar. E podemos acreditar que nascemos sem asas. As crenças, aquilo que verdadeiramente acreditamos sobre nós, sobre os outros e sobre o mundo, negam ou potenciam o nosso poder pessoal. Se acreditares que não podes fazer alguma coisa, provavelmente não vais ter oportunidade de saber, porque provavelmente não vais fazer. As crenças actuam na nossa vida como profecias auto-realizáveis. Se acreditares que podes voar, voarás. Se acreditares que não tens asas, não sairás do ninho.
Henry Ford dizia: “Se você acreditar que consegue, ou que não consegue, em ambos os casos, você estará absolutamente certo”.
Uma crença é simplesmente um sentimento de certeza de que algo é real ou verdadeiro, e fundamenta-se na generalização da nossa experiência subjectiva. Muitas das crenças que guiam a nossa vida, formaram-se em momentos no passado e segundo uma visão limitada de nós próprios e do mundo à nossa volta. A família onde nascemos, a educação que tivemos, o meio ambiente, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento do nosso sistema de crenças. Todos temos crenças que nos potenciam e crenças que nos limitam. Muitas das nossas crenças limitadoras constituíram-se na infância e nada tiveram a ver com as experiências em si, mas com a forma como por nós foram percepcionadas e vivenciadas, de acordo com os recursos (poucos) que tínhamos disponíveis na altura.
 
Já alguma vez te perguntaste porque razão um elefante num circo está preso por uma simples corda amarrada a uma estaca? Porque razão não se tenta libertar? Olhando para o elefante não é difícil imaginar que bastaria começar a caminhar para arrancar a estaca. A resposta é simples; quando jovens, os elefantes são amarrados a uma estaca por uma corda forte que os impede de sair do lugar. Depois de várias tentativas falhadas para se libertarem, os jovens elefantes aceitam que não podem. E assim permanecem na vida adulta, ficam condicionados pela experiência que tiveram em jovens.
 
O mesmo acontece connosco. Estamos condicionados por muitas cordas e estacas. Algumas dessas cordas têm as suas estacas em experiências simples com colegas de escola, coisas de miúdos, diríamos agora adultos. Mas, muitas vezes, são essas coisas de miúdos que estão gravadas na nossa memória inconsciente, e que diminuem a nossa auto-imagem. Outras, estão presas a alguma altura em que a nossa mãe, o nosso pai, ou alguém importante para nós, nos disseram que não éramos capazes de fazer alguma coisa. E nós acreditámos. A própria época em que crescemos tem um papel fundamental nas nossas crenças. Olhem por um momento para os dias de hoje e imaginem as crenças que estamos a cimentar nas nossas crianças….dificuldades, sacrifícios, crise… . Embora estejamos conscientes de muitas das nossas crenças, na maioria das vezes as que nos limitam não estão à superfície e, por isso, detectá-las é um passo importantíssimo. Uma mudança nas nossas crenças pode ter um impacto enorme na nossa vida. Toda a nossa auto-imagem, auto-valor, capacidades, habilidades, comportamentos, bem-estar… têm na base crenças profundas e a sua qualidade positiva ou negativa fará toda a diferença.
 
Todos estamos conscientes do poder da crença. Se é a crença que leva muitos a cometer actos absolutamente desumanos sem qualquer hesitação, é ela que justifica também exemplos de enorme altruísmo, compaixão, elevação. Felizmente, o mundo está cheio de exemplos positivos que nos mostram a magia da crença, a magia da fé. Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela são exemplos de como crenças ilimitadas fundamentadas por valores elevados podem mudar o mundo. Todos conhecemos também Nick Vujicic, um exemplo de superação pessoal extraordinário.
 
Tu podes mudar o teu mundo. Podes começar pela linguagem que usas. As palavras têm o poder de aumentar, diminuir e modificar as nossas reacções à experiência. As palavras vão definir a maneira como interpretamos e sentimos as situações. Por exemplo, podes ter várias formas de descrever uma situação de desemprego; “Estou desempregada”, “Estou à procura de uma nova oportunidade” e “Estou temporariamente sem ocupação remunerada”. Cada uma provocará um sentimento e uma reacção diferentes diante da mesma situação. Podes começar logo de manhã mudando o teu dia, orientando o teu foco. Mal acordes e ao longo do dia, usa algumas destas afirmações de Louise Hay. Não te esqueças que, como diz Nelson Mandela “tudo é considerado impossível até acontecer”.

Escolho sentir-me bem comigo mesma. Mereço o amor que sinto por mim.

Sou capaz de me cuidar sozinha. Reconheço e uso meu próprio poder.

Não importa o que os outros digam ou façam. O que importa é como escolho reagir e o que escolho acreditar a meu respeito.

Tenho a auto-estima e a confiança necessárias para avançar pela vida com facilidade.


Há muitas formas de transformar crenças limitadoras em crenças ilimitadas. Em PNL há vários modelos e exercícios que trabalham crenças. Simplificá-los para fazerem sentido neste espaço poderia pôr em causa a sua eficácia. Assim, decidi disponibilizar um exercício simples que é uma adaptação de outras técnicas e não se aplica ao trauma.

1- Identifica a crença limitadora.
2- Lembra-te da última vez em que te sentiste assim.
3- Revive essa experiência, sente.
4- AGORA sai do evento – vê-te nele. Repara na mudança de perspectiva e naquilo em que não tinhas reparado.
5- Enquanto fazes isto, identifica os recursos que dispões, por ex: se houve alguma vez em que tenhas ultrapassado isto, opções que ainda não tenhas visto, pessoas que te podem ajudar, decisões que podes tomar para que a mudança esteja na tua mão, seja da tua responsabilidade. Percebe que recursos precisas e quais tens disponíveis.
6- Pensa num tempo futuro – em que esta situação teria normalmente acontecido. Aplica os recursos, aprendizagem, opções, novas decisões, e repara no que acontece agora.

Este exercício leva-te a interiorizar uma nova perspectiva, comportamento, fisiologia. Continua a pô-lo em prática para cimentar.
 
 
 
 
 
Vera Braz Mendes
 
 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Eu quero pintar a minha vida de todas as cores


Eu quero pintar a minha vida de todas as cores
 
 

Eu quero pintar a minha vida de todas as cores (Santos & Pecadores – Tela). 
Hoje quero percorrer os caminhos da minha/tua tela. Com que pensamentos e emoções costumas pegar no pincel?

 
 
Conhece-te a ti mesmo, é certamente uma das frases mais conhecidas de Sócrates. Frase com mais de dois mil anos e cuja sabedoria não podia ser mais actual. Arriscar-me-ia a dizer que começa hoje a ser profundamente entendida e comprovada. Se é verdade que a maioria das vezes não controlamos o que nos acontece, não é menos verdade que o significado que damos ao que nos acontece depende de muitos mais factores do que o exterior. O mundo é a interpretação que fazemos dele, depende do que acreditamos, do que valorizamos, da nossa predisposição natural e da nossa história pessoal.

Vem comigo e vamos imaginar um cenário:

São 8 da manhã e estás sentada numa esplanada. Estão mais três pessoas. Embora o sol comece a salpicar de dourado a paisagem, sentem o frio do Inverno. As quatro observam o que se passa e estão atentas à melodia do movimento que cada despertar matinal traz. Entretanto, veem sair de um prédio um menino de mais ou menos nove anos. Meio ensonado ainda, mochila às costas e cabelo molhado. Todas constroem a história do que estão a observar:
 - “Este menino deve ter uma mãe que lhe fomenta a independência. Vai sozinho para a escola… mostra autonomia... Isso é muito bom!”
- “Coitado do miúdo, vai sozinho e ainda de cabelo molhado… Com este frio ainda apanha uma pneumonia. A mãe não deve ser muito cuidadosa!”
 Finalmente, a terceira diz para si própria:
 “Aquele menino tem um bom sentido de responsabilidade. Tão crescido que ele é. Olha como ele vai tão direitinho.”
(Confesso que um dos meus “Eu”, a astróloga, está a começar a entusiasmar-se com o assunto e começa a inundar-me a mente com símbolos astrológicos … lua em aquário, lua em virgem, lua em capricórnio).
Bom, continuemos na nossa história. As três pessoas levantam-se e vão embora. Tu continuas a assistir àquele momento. Vês um carro chegar, um homem sair e dirigir-se ao menino. Pega na mochila e pede-lhe desculpa pela espera. O carro tinha ficado estacionado longe no dia anterior. Já agora, o menino está naquela idade em que todos os dias pôr gel no cabelo é muito importante.
O mapa não é o território! É uma das expressões mais usadas em Programação Neurolinguística e é de Alfred Korzybski, engenheiro, filósofo e matemático polaco. Refere-se à forma como o ser humano percepciona a realidade. O real é o território e o mapa é, somente, uma representação interna limitada desse território; cada pessoa cria um mapa diferente para um mesmo território. Não existem duas pessoas que criem de igual modo a representação das experiências, por isso, não existem dois mapas iguais.

Esta frase tão simples e tão poderosa, abre-nos perspectivas ilimitadas. Se o mapa não nos está a levar no melhor caminho rumo ao destino que queremos, então porque não mudar o mapa e pintá-lo de todas as cores? Para quê ficarmos agarrados a um mapa antigo, conhecido é certo, mas que nos conduz por caminhos velhos, longos, esburacados … quando temos uma variedade de estradas bem asfaltadas e cheias de belas paisagens por onde escolher?
O território é desconhecido e isso pode fazer borboletas no estômago… dá medo… eu compreendo. Ainda assim, tudo começa por um primeiro passo e esse primeiro passo, que pode ser um passo bebé, só depende de ti, só depende de uma escolha tua. E se escolheres dá-lo, fica sabendo que, embora o caminho tenha que ser percorrido com as tuas pernas, não estás sozinha. Podes sempre pedir ajuda.
Um primeiro passo pode ser, por exemplo, começares a adoptar uma atitude mental positiva, que pode abrir-te caminho para poderes mudar de foco. Num território tão vasto e com tantas coisas difíceis a acontecer (e uma atitude mental positiva não quer dizer que vamos passar a ver tudo cor-de-rosa), é natural que o teu foco te leve para atitudes mentais menos positivas. Nós achamos o que procuramos.
“Energy goes where attention flows”, “a energia vai para onde está o fluxo da atenção”.
 
 
 
Vera Braz Mendes
 
 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O Amor Maior

"É preciso validar a nossa criança interior, é preciso validar a sua dor para podermos encontrar a sua alegria, a sua criatividade, todo o seu potencial"





“…I found the greatest love of all inside of me. The greatest love of all is easy to achieve, learning to love yourself, it is the greatest love of all.” (Eu encontrei o maior amor de todos dentro de mim. O maior amor de todos é fácil de alcançar, aprender a amar a si mesmo é o maior amor de todos). The greatest love of all – Whitney Houston


Faz hoje um ano que Whitney Houston morreu. Nessa altura escrevi este texto que hoje republico.
Mesmo quem não gosta do tipo de música, não fica indiferente à voz. Eu também não fico. Gosto muito de Whitney Houston.

Não me lembro quando foi a primeira vez que ouvi esta canção, The greatest love of all, mas sei que me emociono sempre com a letra. “Learning to love yourself it is the greatest love of all” (aprender a amar a si mesmo é o maior amor de todos). Olhando para vida de Whitney, possivelmente ela não foi capaz de o fazer, não foi capaz de encontrar o maior amor de todos. Nem sempre é assim tão fácil. Deixamos que demasiadas sombras tapem a nossa luz, ou tentamos levar a vida a negar que a sombra também existe em nós. E tudo aquilo que não somos capazes de aceitar como uma parte nós acaba por ganhar demasiada importância, passa a dominar a nossa vida. Começa a espreitar em cada esquina, em cada relacionamento. Carl Jung afirmou; “Uma pessoa não se torna iluminada a imaginar figurinhas de luz. Uma pessoa torna-se iluminada ao tornar a escuridão consciente”. Este tornar a escuridão consciente é darmo-nos a nós próprios a oportunidade de levar luz à nossa escuridão, em vez de nos identificarmos com ela ou fingirmos que não existe. Muitas vezes passa por sermos capazes de objectivar a nossa própria subjectividade. Perdemo-nos na nossa subjectividade e é necessário ganharmos a capacidade de nos dissociar, olharmos de fora. Outras vezes, passará por deixar de lado tanta objectividade e permitirmo-nos sentir. Todos somos diferentes. Todos nascemos brilhantes.

Em todos nós vive uma criança formada a partir das memórias das nossas vivências pessoais. É a nossa criança interior. No fundo, a criança interior representa a forma como percepcionámos o mundo, como recebemos o mundo. A criança interior é aquela que ficou registada no nosso inconsciente a partir da nossa memória das vivências pessoais. Todos queríamos ser especiais para as pessoas que amávamos. Todos queríamos colo. Todos queríamos protecção. E há aqueles que tiveram e nunca chegava, queriam sempre mais. E há aqueles que pouco ou nada tiveram e habituaram-se a isso, como se não merecessem. Muitas vezes, não tem a ver com aquilo que nos foi dado, tem a ver com a maneira como por nós foi recebido e o que fazemos com isso, de que forma é que utilizamos as experiências para alavancar a vida. Todos somos humanos, ninguém teve pais perfeitos, andou numa escola perfeita ou se relacionou com seres perfeitos. De uma forma ou de outra, em maior ou menor grau, muitos se sentiram mal-amados, negligenciados, excessivamente criticados, rigidamente disciplinados, ou superprotegidos ou…ou...ou. .

Os aspectos vulneráveis e carentes da criança que fomos um dia levam-nos a desenvolver maneiras de nos protegermos e compensar necessidades que não foram preenchidas. Nós crescemos, tornamo-nos adultos, mas essa criança com necessidades não preenchidas continua lá, não cresce. E é essa criança ferida que aparece em muitos momentos da nossa vida, em muitos relacionamentos. O mundo é um espelho. Quando estamos num relacionamento que nos devolve uma imagem de nós distorcida e pequenina, a pergunta não é “ porque é que a outra pessoa faz isto?” A pergunta é “o que é que me leva a estar com uma pessoa que me diminui e distorce o tamanho?” As respostas vão ser variadas. Não há boas ou más respostas.

É preciso validar a nossa criança interior, é preciso validar a sua dor para podermos encontrar a sua alegria, a sua criatividade, todo o seu potencial. É preciso encontrar a nossa criança Divina. Acredito que é absolutamente necessário amá-la. É aqui que encontramos o Amor Maior, dentro de nós próprios. Amarmo-nos, aceitarmos toda a nossa luz e toda a nossa escuridão, é sem dúvida o maior Amor de todos. E esta aceitação abre espaço para sermos o que viemos para Ser.


Exercício:

Há muitas formas de entrarmos em contacto com a criança interior. Escolhi uma pequena meditação. Um exercício simples para começares.

Senta-te ou deita-te confortavelmente. Inspira profundamente e expira. Relaxa cada parte do teu corpo.

O objectivo é encontrares-te a ti mesma, quando eras criança, em algum lugar. Essa criança pode estar a brincar no jardim, na praia, em casa… Pode estar a rir, chorar, mal-humorada, feliz. Chama essa criança da maneira que te chamavam quando eras pequena. Conversa com ela, ouve-a. O que é que ela precisa? Pergunta-lhe. Brinca, abraça-a, canta-lhe. Dá a essa criança o que ela mais precisa. Quando perceberes que a criança ficou satisfeita, volta ao aqui e agora.




 
 
 

Greatest Love Of All

I believe that children are our future,
teach them well and let them lead the way.
Show them all the beauty they possess inside,
Give them a sense of pride...To make it easier.
Let the children's laughter,
remind us how we used to be.
Everybody's searching for a hero,
people need someone to look up to.
I never found anyone who fulfilled my needs...
A lonely place to be, and so I learned to depend on me.
I decided long ago, never to walk in anyone's shadow,
If I fail, if I succeed at least I live as I believe.
No matter what they take from me,
They can't take away my dignity...
Because the greatest love of all is happening to me.
I've found the greatest love of all inside of me.
The greatest love of all is easy to achieve
Learning to love yourself, it is the greatest love of all.
And if by chance that special place,
that you've been dreaming of,
leads you to a lonely place
Find your strength in love.
 

(tradução)

Acredito que as crianças são o nosso futuro,
Ensinem-nas bem e deixem-nas liderar o caminho.
Mostrem-lhes toda a beleza que elas têm por dentro,
Dêem-lhes um senso de orgulho…Para facilitar.
Deixem que o riso das crianças,
nos lembre como costumávamos ser.
Toda a gente procura um herói,
as pessoas precisam de alguém para se espelhar.
Eu nunca encontrei ninguém que preenchesse as minhas necessidades….
Um lugar solitário para estar e por isso
aprendi a depender só de mim.
Decidi há muito tempo nunca andar à sombra de alguém.
Se eu fracassar, se eu for bem sucedida
pelo menos vivo da forma que eu acredito.
Não importa o que tirem de mim,
não podem tirar a minha dignidade…
Porque o melhor amor de todos
está a acontecer comigo.

Eu encontrei o melhor amor de todos
dentro de mim.
O melhor amor de todos
É fácil de alcançar
Aprender a amar a si mesmo
é o melhor amor de todos.
E se por acaso esse lugar especial,
com que tens sonhado,
te levar para um lugar isolado (só)
Encontra a tua força no amor.


 
Vera Braz Mendes
 
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Aquário


“Eu Sou a Água da Vida que se derrama para todos os Homens sedentos”

 

 

"A ti Aquário, dou o conceito de futuro para que o Homem possa ver outras possibilidade. Terás a dor da solidão, pois não te permito personalizar o meu amor. Mas para abrir os olhos do Homem para novas possibilidades, eu te dou a dádiva da liberdade, para que em liberdade, possas continuar a servir humanidade onde quer que seja necessário.

E Aquário voltou ao seu lugar.” – In “Os Nódulos Lunares” – Martin Schulman

 
E chegámos ao décimo primeiro passo, penúltimo passo na nossa caminhada – chegámos a Aquário. Signo fixo de Ar, símbolo da consciência grupal, do que em cada um nos liga com todos – Universalidade.

Depois da construção das estruturas e do homem ter assumido a sua responsabilidade enquanto ser social em Capricórnio, é em Aquário que se dá a consolidação do conhecimento e a sua distribuição por todos. Aquário é o aguadeiro que transporta a água da vida para dar de beber a quem tem sede. Símbolo da solidariedade, cooperação, fraternidade – irmandade humana alimentada pela esperança de uma visão futurista de uma sociedade melhor. É em Aquário que nos damos conta também do que não funciona, do que nos aprisiona ao passado e do que está obsoleto e não contribui para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Signo muito ligado também à ciência, àquilo que traz inovação e possibilidade de crescimento. O progresso científico e tecnológico podem libertar o ser humano da prisão que as estruturas criaram. É o progresso cientifico e tecnológico, que permite disponibilizar para todos, por exemplo, o conhecimento que só era acessível a alguns, a internet é o maior símbolo do progresso aquariano. Mas, é também um progresso cientifico e tecnológico desenfreado, não fundamentado por valores humanistas, que se torna destrutivo. Num mundo dual, a luz e a escuridão estão sempre presentes.

Signo progressista, dos ideais e das esperanças, é tradicionalmente regido por Saturno e, na visão moderna da Astrologia, também regido por Úrano, o planeta da mudança, inovação, progresso…da mente cósmica. Úrano foi descoberto em 1783, no ano em que os Estados Unidos viram reconhecida a sua independência. Em 1789, inspirada na independência dos Estados Unidos, deu-se a revolução Francesa e as três palavras que para sempre a imortalizaram são também as palavras chave ligadas a Úrano – “Liberté, Egalité, Fraternité” (liberdade, igualdade e fraternidade), frase inspirada nas ideias do filósofo iluminista suiço Jean-Jacques Rousseau. Úrano traz esta necessidade de descondicionamento, de abertura de caminho - impulso para o que Jung chamou de processo de individuação. Em astrologia, o processo de individuação é simbolizado pelo eixo Leão – Aquário – O Eu Sou ao serviço do Nós Somos. A expressão criativa individual, simbolizada por Leão, ao serviço do Todo impessoal simbolizado por Aquário. “Leão rege os reis e a monarquia; Aquário rege o homem comum e a democracia; o Sol como “rei” tem de aprender a servir o homem comum ou, na situação inversa, temos de aprender que todos trazem um “rei” dentro de si (…) Os indianos fazem isso simbolicamente quando se encontram: juntam as mãos, inclinam-se e dizem: “Namaste” (Eu inclino-me diante da divindade que há em ti). Dessa maneira, Aquário dá equilíbrio a Leão, tal como o fazem todos os signos opostos”. In O Simbolismo Junguiano na Astrologia de Alice O. Howell

Há uns meses, a propósito de Leão, escrevi; “Num tempo em que a necessidade de mudança se torna urgente, o apelo do Nós Somos é cada vez mais sentido por cada um de nós… acredito que ninguém chegará ao Nós Somos sem ter encontrado o Eu Sou. Aqui reside o grande equívoco – Ser centrado não é a mesma coisa do que ser ego-centrado. Ser auto-consciente não é a mesma coisa que ser egoísta. Ser uma expressão individualizada do Criador, ser criativo, não é Ego. Em Leão encontro o que em mim, dentro de mim, me torna especial… Só quando encontro a minha própria Luz, o Divino em Mim, posso ajudar os outros a verem a Sua. Encontro a coragem para ser a verdade de mim próprio, que me responsabiliza pelo serviço (Virgem), pela partilha do meu fogo em liberdade e comunhão (Aquário)… sem me perder. Só aí estarei pronto para me dissolver em Peixes.”

Aquário simboliza o cidadão do mundo -  livre, fraterno, independente, intuitivo, original, de mente aberta, sem preconceitos, reformista por natureza. Por isso, muitas vezes o rebelde, excêntrico… do contra. Contra o que está instituído e não funciona. Contra o que condiciona e não permite ser autêntico. Contra o que é imposto apenas porque é aceite pela maioria…. Aquário é Liberdade, é processo criativo puro e, por isso, é também Saturno, o seu co-regente tradicional, que simboliza estrutura, limite e sobretudo responsabilidade. Liberdade e responsabilidade andam de mãos dadas – Se eu sou livre, responsabilizo-me por Ser quem Sou. Se eu sou criativo, responsabilizo-me por dar forma à minha criatividade. Se eu sou livre, responsabilizo-me pela parte que me cabe no processo evolutivo do que eu chamo humanidade. Este é o “preço” da liberdade e que Saturno cobra – a responsabilidade pelo meu próprio processo, pela minha criação - de que forma o "eu sou" faz parte do "nós somos", de que forma é que o "eu sou" acrescenta o "nós somos"?


“Na mitologia grega encontramos mais matéria simbólica que nos ilumina acerca do planeta Úrano e do porquê da sua associação moderna com o signo de Aquário: Úrano é a força criativa original, que insemina incessantemente Gaia, não permitindo sequer intervalo para que as suas criações brotem do útero materno, até ao momento em que é castrado pelo seu filho, Saturno precisamente. Poderemos então afirmar que em Aquário se encena este conflito primordial entre a criatividade sem limites (Úrano) e a necessidade de estruturação e norma (Saturno). Criar sem finalidade, sem regra, inconsequentemente, é um processo caótico. É necessário estabelecer um propósito para a criação, que forçosamente irá definir limites, mas que proporcionará um sentido, uma estrutura organizada e coerente - um cosmos.” Astrologia Jorge Lancinha


Comecei este texto com uma pequena parte da alegoria que vem nos Nódulos Lunares de Martin Schulman… “Terás a dor da solidão, pois não te permito personalizar o meu amor” – Aquário é um signo de Ar e o Ar é o mundo das ideias arquetípicas – Aquário simboliza este “mundo” de ideias abstractas, impessoal. Ergue bandeiras em nome de causas, ideais, reformas… No meio de um grupo, sempre rodeado por uma multidão que “luta” pelas mesmas visões, pode ser um solitário… sempre adiantado no tempo, com visões universalistas muitas vezes impregnadas de uma impessoalidade fria que o tornam cego para quem tem sede mesmo ali ao lado. É aqui que entra o regente da Alma – Júpiter. Aquário é um signo do 5º Raio – Ciência e Técnica. Com Júpiter, a meta da Alma colectiva é integrar o Amor-sabedoria do segundo Raio, que deve expressar a unidade de cada um. O trabalho de Júpiter é fundir a mente e o coração para que depois se expandam ao nível grupal – na grande família chamada Humanidade.

O propósito de Aquário é ganhar consciência grupal, de modo a poder ser um aguadeiro, distribuidor de luz, da água da vida, para todos.

 

Palavras chave:

Independente, inventivo, visionário, progressista, original, dedicado a uma causa universal.

Imprevisível, rígido, rebelde, radical, excêntrico, individualista, contestatário

 

 

 

Vera Braz Mendes

domingo, 27 de janeiro de 2013

Percepção é Projecção


Percepção é projecção
 
 

 


Certo dia, um rei chamou ao seu palácio o mestre zen Muhak - que viveu de 1317 a 1405 - e disse-lhe que, para afastar o cansaço e a tensão do trabalho administrativo, queria ter uma conversa completamente informal com ele. De seguida, o rei disse que Muhak parecia um grande porco faminto a procurar comida.
"E você, excelência", respondeu Muhak, "parece o Buda Sakiamuni a meditar, sobre um pico elevado dos Himalaias".
O rei ficou surpreendido com a resposta de Muhak.
"Comparei-te a um porco, e tu comparas-me ao Buda?"
"É que um porco só pode ver porco, excelência, e um Buda só pode ver Buda", explicou Muhak com um jeito humilde.
O rei sorriu, antes de admitir que a resposta de Muhak era uma lição de sabedoria.
(conto Zen)


Será que a realidade existe? Ou será que existe a minha, a tua… em mim… em ti…? Vários são os caminhos que nos guiam no sentido de que a realidade é apenas uma projecção… uma ilusão.

Segundo Mihaly Csikszentmihalyi (um dos grandes investigadores mundiais na área da Psicologia Positiva), a cada segundo entram na neurologia do nosso sistema nervoso cerca de 2 milhões de bits de informação, dos quais, o cérebro humano só é capaz de processar cerca de 134. 134 bits que chamamos realidade… É impossível processar conscientemente cada byte de informação que nos chega pelos sentidos... os 134 bits são seleccionados através de um processo de generalização, distorção e omissão da informação. Esta selecção vai produzir uma representação interna da “realidade” que gerará um estado emocional e uma fisiologia, que determinarão um comportamento. O cérebro é uma unidade de processamento de informações. As informações tornam-se numa representação interna utilizando imagens, sons, sensações, cheiros e gostos. A fim de lidar com 134 bits de informaçãpo por segundo, o cérebro processa-a dividindo-a em grupos de sete mais ou menos dois (7 + / - 2). A maioria das pessoas não se lembra mais de sete marcas diferentes de um determinado produto. Sete mais ou menos dois pedaços são a quantidade máxima de informação que podemos lidar conscientemente. Cada um de nós faz a sua própria selecção, a sua própria generalização, omissão e distorção, usando filtros que têm por base valores, crenças, “programas”, decisões, memórias… história pessoal. Nada pode ser mais libertador do que percebermos que mudando o nosso sistema de filtros, nova e diferente informação é processada, permitimo-nos assim uma existência totalmente diferente.

Não conseguimos ver outra coisa senão o que somos, por isso, quanto mais positivo e ilimitado for, por exemplo, o nosso sistema de crenças pessoal, mais positivo e ilimitado será o mundo que experimentamos. Aquilo que eu percebo do outro ou do mundo não é mais do que a minha imagem do outro ou do mundo. Percepção é projecção. Neste sentido, embora a grande maioria de nós viva no efeito, na verdade, nós somos a causa das nossas experiências… grandes mudanças têm lugar quando somos capazes de nos colocar na causa do que acontece porque é a única forma de podermos mudar o que acontece.

A única pergunta que me faço é: Sou feliz com os meus 134 bits? Há um universo de opções à minha volta, um universo de possibilidades… porque é que recrio sempre a mesma realidade, os mesmos padrões? Porque é que olhando no mesmo sentido alguns percepcionam oportunidades...? porque é que onde eu vejo e encontro negro, outros encontram o arco iris? o que me impede de mudar? Está tudo dentro de mim!


“Energy goes where attention flows”, “a energia vai para onde está o fluxo da atenção”

 
Exercício:

The three blessings – As três bênçãos

Todos os dias antes de te deitares, regista num caderno três coisas positivas que aconteceram no teu dia e pelas quais estás grata. Se no início for difícil, vais ver que depois se torna num hábito.
 
 
 
 
 
 
Vera Braz Mendes
 
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Lua Nova Sagitário - Alinhemo-nos com o Propósito

 
 
 

Lua Nova Sagitário - Alinhemo-nos com o Propósito
 
 
Hoje é dia 12 do 12 de 2012, para muitos de nós, significa mais um passo na direcção no tão falado alinhamento galáctico de 21 de Dezembro.

“falemos então do chamado alinhamento galáctico. Este evento é sem dúvida extremamente significativo, dado que o nosso sistema solar se alinha com o plano da galáxia, o que simbolicamente (e é apenas nesses termos que me compete analisar) indica uma sintonização do nosso universo particular com o propósito maior do cosmos.

Acontece que não é possível determinar com exactidão o momento preciso deste alinhamento dado que o cálculo do eixo central da galáxia é apenas uma referência aproximada. Inclusive, se formos fieis à matemática astronómica, este alinhamento terá atingindo o seu auge em 1998. Serve isto para dizer que, seja qual for a transformação que esta data simboliza, ela já está a decorrer. Pergunto quem de vós, ao longo deste último ano, não foi confrontado com a necessidade de operar grandes mudanças, externas ou internas, na sua vida? Quer a nível individual, quer social, esta transformação é por demais evidente. E se este final de 2012 se destaca de alguma maneira, penso que é na percepção de que já não é possível voltar atrás.

Até aqui talvez ainda pudéssemos iludir-nos de que poderíamos voltar à zona de conforto, que as “crises” que se instalaram nas diversas áreas da nossa vida seriam passageiras, que seriam contornáveis, reformáveis ou remendáveis. Mas não… já não há como voltar atrás!

E é assim, suspensos sobre o abismo entre o passado e um futuro que ainda não vislumbramos, que nos confrontamos com o que somos e o que realmente queremos ser. E a Lua Nova de dia 13 pode ser um momento chave neste processo.” Texto do blogue do Jorge Lancinha 
 

Aproveitemos então a Lua Nova de amanhã, dia 13, e lancemos as sementes do que realmente queremos ser.

"O relacionamento do sol e da lua desenrola-se de acordo com um padrão ondulado de aumento e diminuição da luz, ou separação e retorno da lua para o sol. O ciclo começa na lua nova, quando a lua está perdida no brilho do sol." In O ciclo de Lunação - Dane Rudhyar

Na astrologia, o relacionamento do sol e da lua é o arquétipo base para todos os relacionamentos entre planetas. A relação sol-lua passa por diversas fases durante o ciclo.

Na lua nova, a lua é impregnada pela energia vital solar. Como nos diz Rudhyar, "O sol liberta a sua emanação espiritual por ocasião da lua nova". Um novo ciclo de experiência começa, por isso, é um bom momento para rever os nossos compromissos e estabelecer objectivos.

Durante cerca de três dias que antecedem cada lua nova, a fase balsâmica da lua, podemos libertar o excesso de peso que trazemos às costas na nossa "mochila". É uma fase de meditação, de reflexão sobre o que temos que libertar porque não faz falta para o ciclo que se vai iniciar. É como a história do mestre Zen: O mestre Zen está com um novo discípulo a tomar chá. O mestre pega no bule e enche a chávena do discípulo. A certa altura, a chávena já está cheia, começa a verter, e o mestre continua a enchê-la. O discípulo, aflito, grita; "mestre o que está a fazer? a chávena já está cheia, está a transbordar" e o mestre responde; "a tua mente é como esta chávena de chá. Como é que posso ensinar-te alguma coisa se já está cheia?" Só quando vazamos a nossa chávena é que podemos experimentar um novo e delicioso chá.

Assim, a cada lua nova, temos a oportunidade de nos alinharmos com a energia que está a ser libertada. É altura de lançar sementes.

A lua nova de Sagitário será amanhã às 8:43 a.m.. É tempo de formular objectivos, lançar sementes, deixar entrar o novo na àrea de vida (casa astrológica) que abre com Sagitário no nosso mapa e em relação aos planetas que trazemos em Sagitário. Este é o momento para escolheres quem queres ser! Utiliza a energia de Sagitário e semeia.

O símbolo sabeu desta Lua Nova é o grau 22 de Sagitário

“Uma lavandaria chinesa.

Ideia básica: O uso da base racial-cultural especial de cada um para sobreviver e prosperar num ambiente diferente.

Há muitas situações de vida em que, graças à sua base ancestral ou pessoal ou os seus interesses especiais, o indivíduo encontra-se separado das pessoas no meio das quais tem de viver. Não obstante, com frequência lhe é possível usar essa base como um valioso fundamento de uma actuação sem problemas, bem como da sua aceitação num ambiente diferente, sem que, para isso, perca o seu próprio carácter natural.

Neste estágio (…) já não há uma questão de imitação dos modos de um grupo superior; trata-se agora de manter a própria integridade em situações que não atribuem valor àquilo que se é essencialmente, nem o favorece. Requerer-se aqui autocontenção… e bom humor!”

Meditemos sobre este grau… quantos de nós nos sentimos “peixes fora de água”? Não percamos o nosso carácter natural… as coisas são o que são e nós Somos.

 

Há variadíssimas formas de formular objectivos, muitas pessoas conhecem os objectivos SMART (específico, mensurável, atingivél, realista e "timed" datado), no entanto, vou deixar-vos algumas chaves para uma boa formulação de objectivos de acordo com a Programação Neuro Linguística.

 

Um objectivo, para ser bem formulado deve ter em conta algumas “regras” e depois deve ser escrito:

 

1- Expresso de forma positiva e no presente (o que quero especificamente e não o que não quero)

 

2- Iniciado e mantido por mim – (de que necessito para o realizar (recursos)? O que impede que o atinja agora (limitações)?

 

3- Demonstrável através dos sentidos (como é que sei que o objectivo está a ser realizado? – O que ouvirei, sentirei e verei quando o objectivo se concretizar

 

4- Específico e contextualizado (Quando, onde e com quem estou quando o objectivo se realizar)

 

5- Ecológico, i.e., congruente com os meus valores e com o meu meio ambiente.

 

(Podemos fazer uma visualização tendo em conta todas estas “regras”)

 

Nota: devemos também fazer as 4 perguntas clássicas cartesianas para controlar a ecologia do objectivo:

 

- O que acontece se atingir o objectivo?

- O que não acontece se o atingir?

- O que acontece se o não atingir?

- O que não acontece se o não atingir?

 

 

 

Vera Braz Mendes